Papo de Sexta com Juninho Pimenta: Trabalho na Secretaria e paixão pelo esporte

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O Papo de Sexta tem como entrevistado esta semana Juninho Pimenta, diretor da Secretaria De Esportes. Filho de esportista Juninho herdou do pai a paixão pelo esporte e neste bate papo ele abre o jogo sobre a situação do esporte na cidade e os planos para os próximos meses.

EC-Queria que você fizesse um balanço desses primeiros pouco mais de cem dias de administração da nova equipe da Secretaria De Esportes.
JP- Acredito que dentro de um balanço tivemos muito mais êxitos do que prejuizo.Toda mudança gera resistência, mas de cara trouxemos um jogos de verão que foi muito bem aceito.Muitos parceiros ajudam nesta reconstrução, temos 97 funcionários através do FIDA, nossos professores de todas as modalidades que tentam atender toda a demanda.As reclamações vem mais por conta da mudança das modalidades e dos horários que tiveram que ser adequados, mas dentro de um balanço eu acho que foi muito favorável e só tende a melhorar.

EC-Como a nova equipe da Secretaria de Esportes encontrou a estrutura física e de equipamentos do esporte da cidade?
JP- Falando de material, nós pegamos a Secretaria sem material nenhum. Os materiais que ficaram todos depreciados, sem condição de uso,tivemos que fazer uma compra imediata pra suprir a primeira fase dos projetos, mesmo assim materiais nem tão bom como gostaríamos, mas era necessário.Já entramos com todo aparato legal para mais compras de tatames, bolas, macarrões, pranchinhas para natação, redes, agasalho enfim tudo que é necessário para que as atividades venham a acontecer.
Falando dos núcleos, também muito depreciados, quadras com buracos, mal pintadas,banheiros quebrados, redes de proteção todas rasgadas, algumas redes de gol rasgadas, tabelas de basquete sem redes e quebradas.Criamos uma força tarefa que passou ao prefeito a necessidade de reformas imediatas em alguns núcleos para que se possa atender de novo bem ao interesse da população.

EC-Como você percebeu a aceitação do esportista da cidade ao novo trabalho?
JP-Muita gente se surpreendeu com o que oferecemos de imediato, principalmente em relação ao apoio as modalidades de competição.Oferecemos em pouco mais de cem dias muito mais do que era feito em anos.Alguns esportistas se afastaram, desanimaram pela falta do apoio e estamos tentando resgatar estes atletas que por conta da falta de apoio não estão mais nas competições.Queremos resgatar a identidade do atleta de Caraguatatuba.Antigamente tinhamos um vínculo, fui atleta de Caraguá muito tempo e eu sonhava estar na seleção do município seja no futebol ou no futsal,almejava treinar no Centro Esportivo, participar dos Jogos Regionais e as crianças de hoje perderam esse desejo, essa mágia de defender a cidade.Nós queremos alimentar isso de novo, trabalhando categoria de base, oferecendo uma condição melhor para a prática do esporte e eu digo, vai melhorar, vai melhorar ainda mais.

EC- O quanto mais uma edição dos Jogos Regionais ajuda na questão dos atletas adquirirem identidade com a cidade?
JP-Olha, queremos resgatar trabalhando a base e o fato dos Jogos Regionais agora não ter mais separação de séries A e B, e você poder escolher participar da categoria livre ou sub-21 já ajuda bastante.Se você não tem condições de disputar contra as equipes que contratam você tem que ir pra disputa com á base, com atletas que vem do seu celeiro que são os núcleos.É nisso que temos que investir, nos núcleos, no bom atendimento aos bairros, independente da modalidade para que o atleta local seja valorizado e não esse pessoal que vem com equipes prontas.Nosso pensamento não é o resultado e sim a formação do atleta, do cárater do cidadão.

EC- Caraguá então não irá contratar para os Jogos Regionais?
JP-Não, não trabalharemos com contratações independente dos resultados.Como vamos resgatar a identidade dos atletas com a cidade se não permitirmos que eles façam parte da equipe.A equipe da Secretaria De Esportes é muito coesa, pensa da mesma forma e os professores e coordenadores compartilham o mesmo pensamento.


EC- Falando em professores, o processo do FIDA não teria que ser menos burocrático?
JP-Temos o prazo legal e não podemos dar pouco tempo para que as pessoas apresentem suas idéias. Tivemos mais de mil projetos para o FIDA.Eu não fiz parte da comissão que escolheu os projetos e sei que a escolha foi a mais imparcial possível, as escolhas foram muito boas, é claro que se pudessemos acelerar o processo já estaríamos em um outro estágio, mas como tivemos transição, governo novo tendo que se adaptar, tivemos que enxugar o orçamento e o FIDA faz parte desse orçamento nós tivemos cautela para investir esse dinheiro.O bolsa atleta já estará também rapidamente disponível para que possamos atender bem nossos esportistas, a escolha foi muito difícil, foram 5 horas de analises dos projetos juntamente com as comissões, os técnicos para termos o feedback de cada profissional para saber quais os atletas que trazem o resultado no alto rendimento por que essa é a função do bolsa atleta.Agora todo nosso corpo de professores está fechado, as modalidades caminhando e a tendência agora é só de crescimento.
EC-O que podemos esperar dos Jogos Regionais deste ano?
JP-Como eu disse não estamos visando grandes resultados, queremos executar os Jogos com qualidade, o nosso prefeito tem essa vontade tanto que somos candidatos também aos Jogos Abertos, é um dos motivos de termos trazido os Jogos Regionais, os atletas gostam de vir disputar os jogos aqui.Queremos fazer um Jogos Regionais de muita qualidade.Nosso orçamento por conta de toda transição é um pouco limitado, não teremos modalidades extras para não criarmos outros custos, e desta vez brigamos muito pela contrapartida, os jogos ocorreram aqui por vários anos e nada ficou para a cidade,agora conquistamos mais uma academia ao ar livre,vamos ter uma quadra de futebol society em local a ser anunciado, a ampliação da pista de skate já para os Jogos Regionais e solicitamos uma pista de atletismo que é item obrigatório para receber os Jogos Abertos, tudo isso briga do nosso secretário para que a cidade tivesse um legado por realizar os Jogos.

EC-O que você pensa da implantação de grama sintética nos campos da cidade?
JP-Hoje em dia o que há de melhor, de mais moderno em relação a campos é a grama sintética.A manutenção é baixa e você faz a contratação com garantias de no mínimo 15 anos.Estive em Bom Jesus dos Perdões que é a maior exportadora do Brasil de grama sintética, é de lá que sai a grama sintética usada nos Estados Unidos.A qualidade do material,as possibilidades apresentadas, o custo benefício, o quanto se tem de economia na manutenção.A princípio estariamos colocando 4 campos society na cidade, um na zona norte, dois mais centralizados e um na zona sul para atendermos toda a cidade e dentro desses campos as escolinhas para que a comunidade utilize.A idéia do prefeito é um campo oficial por ano, que seja viabilizado um campo desse por ano com um custo que respeite o meu imposto, o seu imposto, o imposto que toda população paga.

EC-O que o esporte significa pra você?
JP-O esporte é minha vida. Eu tive um pai que viabilizou eu poder fazer tudo.Já joguei tênis, tênis de mesa,joguei futebol, vôlei, basquete.Eu amo esporte, estou aqui, tenho hora pra chegar, não tenho hora pra sair, não tenho hora pra almoçar.A hora que tem gente pra atender, coisa pra fazer eu vou estar aqui.Eu vivo esporte, me formei em Educação Física por causa desse amor e a população pode esperar não só de mim mas de todos da Secretaria De Esportes o melhor. Por que eu espero das pessoas o melhor e não posso oferecer nada menos do que o melhor, então o esporte pra mim é tudo.

Evandro Claro